Gêmeos Não se Amam - Robert Ludlum
Savarone conta isso pouco antes de morrer a seu filho. Apesar
de sua breve aparição é bem intenso em suas convicções e fora construído com importância
para o roteiro. Ele acha que por ser rico e muito importante no setor
industrial sua família estivesse imune aos desmandos de Mussolini. No entanto não
contava com o fato de seu país ser totalmente tomado pelos Nazistas que sabiam
do segredo que os Fontini-Cristi detinham e estavam dispostos, a mando de
Hitler, a matar um por um se fosse o caso para conseguirem colocar as mãos
naqueles documentos. Aqui a história dá um salto e passamos a conhecer o
protagonista Vittorio Fontini-Cristi que
é o filho mais velho de Savarone e apesar de não saber exatamente o que tudo
aquilo significava entende que a única saída que tem é sair da Itália já que é
o único sobrevivente da família. Chega a Londres com a ajuda da Inteligência Britânica
tornando-se um agente. Porém o paradeiro do cofre é uma questão que o deixa
intrigado desde que soube da sua existência. E acaba sendo perseguido por
fundamentalistas cristãos e monges da Ordem Xenope que acreditam que ele detém
informações valiosas sobre o cofre. Victorio, que agora possui outro nome
Victor Fontine (de novo achei clichê, mas eu amo clichês).
A forma como Ludlum descreve e da vida aos personagens é bem
construída apesar de me parecer arrastada e lenta. Seus diálogos, no entanto,
são vagos e muitas vezes não convencem. O roteiro, quando tratam de da
ambientação tanto física quanto histórica é bem convincente, mas de verdade,
Ludlum peca nos diálogos e em como os acontecimentos vão se desenvolvendo. Não
me convenceu a trajetória de Victorio que passou de um empresário mole para um
agente da inteligência britânica. O fato dele ter recebido treinamento militar me
deu a impressão de ter sido colocado na história de forma proposital e forçada.
E a forma como Ludlum desenvolve a trama depois de um certo momento é como se
ele tivesse pressa em terminar a história. Dando pulos no contexto que seria interessante
saber como deveria ter sido. Fico confusa com esse livro por que no inicio me
interesso pelos personagens e pela história e depois de um tempo tudo fica
corrido, fragmentado e sem um encaixe correto.
É um bom livro, um bom plot, mas peca na forma e na
estética. Vale a pena? Vale! Claro! Sempre vale... Mas saiba que a dinâmica pode
muito bem não agradar a todos. E entenda que, apesar do que eu disse, você consegue
se divertir no decorrer do livro se for capaz de não levar tão a sério a
leitura!
Robert Ludlum escreveu a trilogia Bourne e esse livro segue exatamente a mesma linha de espionagem e guerra. O livro tenta descrever uma conspiração familiar que vence gerações. Os ideais pessoas e seus extremismos é o que dá corpo a trama que aos poucos vai se perdendo principalmente em diálogos que não se sustentam. Tudo começa com uma viagem estranha e cheia de mistério protagonizada por monges gregos ligados ao cristianismo da Ordem Xenope que visam proteger um cofre com documentos que poderiam dividir o cristianismo e dar vazão às intenções maléficas de Hitler, tudo isso ocorrendo bem no início da 2ª G.G. Essa viagem de trem tem sua origem em Salônica e o protetor de tais documentos é Savarone Fontini-Cristi (sim, também achei clichê demais esse nome) que nada mais é que o chefe de uma família rica de italianos que tramam contra o Fascismo que ocupava a Itália.


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