Os sete maridos de Evelyn Hugo - Taylor Jenkins Reid
Os sete maridos de Evelyn Hugo foi um livro de leitura fácil
e dinâmica, o plot twist que nele existe é de certa forma previsível se você
conseguir se atentar a alguns detalhes. Trata-se de uma atriz de Hollywood dos
anos 50/60 que conquista fama, fortuna e, claro, muita curiosidade por sua vida
pessoal. Evelyn aos 79 anos decide abrir sua vida à jovem e desconhecida
jornalista Monique Grant que vem enfrentando um divórcio. Sua relação com
Evelyn terá um grande impacto em sua vida e não será apenas pelo fato de estar
entrevistando uma das mais famosas atrizes dos EUA. Através de Evelyn, Monique
terá que colocar em xeque muito mais que suas habilidades profissionais. Sua
força e seu caráter também serão testados. Um ótimo Livro, uma ótima história
que prende o leitor até o último parágrafo e este vale levar como ensinamento
para a vida toda!
É uma obra forte e intensa sobre a personalidade de uma
mulher forte e decidida que, em uma época onde os homens tinham superioridade
social, conseguiu enfrentar com coragem as agruras que a vida lhe impôs e
venceu. Mesmo diante do medo e de todos os julgamentos errados e sem a mínima
compaixão.
Poderia aqui falar por horas sobre seus sete maridos, mas não
vem ao caso. pois esse livro trata de uma mulher, de tudo o que viveu e de como
se mostrou diante do fato de ser mulher em um ambiente totalmente dominado pelo
masculino. Como ela soube se impor diante de tantos julgamentos e imposições
sociais e mesmo assim na maioria das vezes foi vista como um objeto de
apreciação. Execrada por uns, amado por outros, endeusada por tantos... Mas
jamais vista como mulher que era! A humana e sensível mulher que era. Evelyn
Hugo, deixa em nós a sensação de que vivemos em uma sociedade onde sempre a
mulher foi tolhida e montada para agraciar os homens mesmo quando ela tem que
ser exemplo a outras mulheres é para que estas se posicionem assim. Uma
história que nos mostra como devemos voltar nossos olhares a todas as mulheres
sem julgamentos e sem traumas. Nos posicionando de forma ereta diante da vida,
mas sem, de forma alguma deixarmos de ser quem realmente somos, mesmo que isso
só nos seja permitido aos mais íntimos.
Pegue uma bela xicara de café, escolha um lugar confortável e espere o
caos! Boa leitura!




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