Juventude
De quando podíamos tudo.
Quando nossos navios venciam os sete mares,
Hoje me lembrei de quando éramos jovens,
De quando podíamos tudo.
Quando nossas armas matavam de “mentirinha” todos os bandidos das redondezas, mesmo sendo armas feitas de galhos retorcidos.
Hoje me lembrei de quando vivíamos na juventude,
De quando podíamos tudo.
Quando éramos princesas e príncipes e todos os nossos desejos eram atendidos o mais rápido possível...
Quando não tínhamos dor ou quando a tínhamos era passageira e superficial.
Hoje as dores que temos ou são profundas, doem a alma ou já doeram tanto que nem sentimos mais.
Hoje vemos o mundo real, o mundo onde os navios frágeis não vencem oceanos.
Um mundo onde as armas realmente matam.
Um mundo onde não somos ninguém.
Um mundo onde a maioria não significa nada.
Espero um dia encontrar aquele jovem que acreditava que seres fantasiosos existiam.
Espero que aquele jovem só esteja perdido, tomara que não tenha morrido em uma das suas aventuras.
Tenho muita vontade de reencontrá-lo.
Sentar e conversar cm ele horas a fio. Perguntar-lhe sobre o que se passou. Por que se escondeu de mim.
Quero saber se ele ainda esta por ai em algum lugar só esperando que mundo se acalme.
Talvez ele esteja assustado por não reconhecer o mundo.
Espero encontrá-lo em um mundo onde não importa o navio que se tenha e sim a vontade de navegar.
Espero um dia encontrá-lo em um mundo onde a morte já não reine, onde armas já não matem, onde a vida se espalhe sem restrições.
Quero encontrá-lo alegre, feliz desejoso de conhecimento.
Vou procurar... Vou ver se encontro este jovem! Ele deve estar ou muito escondido, ou tão escancaradamente inexpressivo que se torna impossível visualizar seus sonhos...




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